O gole

Porque todo jornalista gosta de beber? É brincadeira, se começarmos a reparar é impressionante como a gente bebe em qualquer circunstância. Festa de batizado. Casamento. Velório, a famosa frase “vamos beber o defunto”. Feira livre. Reunião. Happy hour. Na frente de casa. Na calçada. No boteco. Com amigos. Amante. Parentes. Beber está inserido na vida de jornalista.

Bom, não quero ser generalista. Contudo, como sou jornalista e conheço amigos de profissão que adoram a “marvada”, além de que, nesse momento, me encontro em um estado desajustado devido à ingestão de um líquido muito diurético e nutritivo, resolvi homenagear essas pessoas que costumam dizer: “Se não tem Mar, vamos pro Bar”, ou ainda “Praia de Jornalista é Bar”.

Por incrível que pareça, em um bar podemos conseguir cada tipo de informação... Você nem imagina!

O boteco é um lugar saudável, onde vários amigos se reúnem, colocam a conversa em dia, tomam uma geladinha, jogam uma sinuquinha e depois voltam para seus respectivos lares.

Não há nada de mal em bar ou boteco.

Penso que todos nós deveríamos freqüentar mais esses ambientes de descontração, uma vez que para tirar todo o estresse do dia-a-dia, da rotina, uma escapadinha dessas cai muito bem.

Porque beber é necessário. Adoro admitir que a bebida entra e a verdade sai. Eu sempre desabafo depois de uns goles. O que antes tinha receio de falar, depois desse ato generoso, a gente se arreganha inteiro! Fala mesmo, doa a quem doer. Isso é muito bom, porque não devemos guardar mágoas e nem ressentimentos.

Você pode dizer que essa atitude é de covardia, mas eu retruco. Não é. Eu falo também sem a bebida, porém ela ajuda a desinibir.

Não bebo para cometer erros, fazer coisas sem moral. Bebo porque é bom. Porque é líquido. E só dou bafão com o herói do meu amado, que me agüenta e suporta nesses momentos brilhantes de minha vida!

Agora tudo tem limite, não é? Eis a parte de sermão, que também é necessária. Amigo, não beba para sair igual um desagradável louco, inconseqüente, sem noção de seus atos. Isso é feio. Muito feio.

Por isso conto-lhes uma história. Um resumo da história. Há algum tempo eu tinha uma vida muito louca, ao lado de uma pessoa também doida. Certa vez, após uma festa das boas, ela chapadona, pegou o carro e eu inocente “vamos que Vamos”. Quase morri. A doida parou na frente de uma carreta, olhou para mim, deu uma risada macabra e eu aos gritos “Anda desgramada”, dei-lhe um tabefe na molera, e ela num ato ligeiro, arrancou com o carro.

Moço do céu. Pensa numa calça que nunca mais foi a mesma!

Bom, adivinha qual a profissão dela?

Jornalista é claro!

Enfim, depois dessa graças a Deus saímos vivas e com saúde. Entretanto, ela jamais repetiu esse episódio. Parece que um sinhozinho tomou as rédeas da criança! Bendito seja ele hein.

Caro amigo que está lendo, não quero estragar a imagem dos meus amigos jornalistas com esse texto. Apenas quero deixar claro que somos admiradores de uma bebida. Um bom uísque, um conhaque, uma vodka, e a principal, uma deliciosa caipirinha. Haja fígado para tudo isso!

Eu tenho várias histórias para contar. Se fosse destacar cada uma vocês teriam dezenas de páginas para ler. Hehe, não vou fazer isso ok.

Aproveitando o ensejo, a bebida faz bem quando ingerida com responsabilidade. Então, depois de ler, vá ao boteco mais próximo de onde estiver e beba um golinho, bem geladinho. Hum. Eta dilíça!

Ah, lembrando que eu não sou alcoólatra e nem cachaceira, apenas sou apreciadora de uma boa geladinha, além do que eu gostaria de compartilhar o estado ébrio em que estou. Apenas isso e nada mais! A bebida é boa, mas consumida exageradamente, causa isso. O mundo está girando!

CAMILA CERVANTES

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