DESPEITO
Nasci com um propósito, vencer.
Indomável, como um cavalo garanhão, livre para cavalgar sem fronteiras.
A arte de viver e a liberdade me acompanham.
Desfrutar os bons momentos, com corote ou abacaxi, é tudo de bão.
Se coçar e depois cheirar num tem nem comparação.
Viver livre, coerente e moralmente, mas sem ninguém para aborrecer.
Porque as coisas têm que ser tão difíceis assim?
É simples, porém se torna incontrolável.
Já não se sabe o que fazer, nem como reagir.
Tampar o sol com a peneira pode ser a solução.
Mas quando não se tem alguém por perto, o coração desmorona.
A casa cai, o mundo acaba.
Já ouviu falar “sozinho em plena multidão”?
Pois é assim mesmo.
Dentro de uma rocha forte existe uma rosa delicada.
Essa sou eu!
Dificil e complicado são os últimos dias.
Chega uma hora que a rocha começa a se desintegrar.
Daí a juripoca pia, sai da frente que o trem pega fogo.
Quando a poeira abaixa, a bicha fica calma.
Mansinha, mansinha.
Num deixa tornar “dona” fera, porque a situação fica feia.
Risos, lágrimas, calor, frio.
Pode-se dizer ou é oito ou é oitenta.
Dá vontade de chorar e ao mesmo tempo rir de si própria.
Ora borboleta, ora leoa.
Muita hora nessa calma.
A energia não é rayovac vinte quatro horas por dia.
Apenas vinte e três.
Nada é
Tem vezes que pedimos pelos pais.
Outras que queremos paz e liberdade.
Quem entende?
A principal regra é não entender e nem compreender.
Por isso vivo assim.
Nem eu mesma sei.
É uma mistura de revolta, indignação, perda, ganhos, amor, carinho, felicidade.
Mais uma prova de como o ser humano é esquisito.
A fé é a amiga mais fiel.
A dedicação pelos objetivos é a motivação da minha vida.
A vitória e a conquista estão a um passo.
E pergunto novamente:
Porque as coisas, ou melhor, a vida não tem explicação?
Acontecem “causos” que não pedimos para acontecer.
Eles simplesmente aparecem e tomam conta de sua vida.
Mereço sim tudo isso.
Diante do paraíso, vem a serpente te arrancar o príncipe.
Quando tão perto, me vejo distante.
E é nesse momento que me perco na amargura e tristeza.
Moça, ACORDA!
Não penso, não raciocínio, não tenho percepção.
Tudo a frente se torna transparente.
Transparência essa que até o passarinho enxerga.
O que seria de mim se não fossem as palavras.
Estaria perdida por completo, pois este é meu refúgio.
Meu porto seguro.
O recolhimento me chama, clama pelo meu calor.
Como pode um ser belo, inteligente, conquistador se entregar assim?
Mais uma vez:
Porque? Porque?
Ao mesmo tempo em que reclamo e me queixo, sou dependente.
Necessito para respirar.
É meu ar, meu chão, minha direção.
Isso tem explicação?
Sinto-me o ser mais frágil e vulnerável da Terra.
Talvez o erro foi se deixar envolver demais.
Será?
Será que é mesmo um erro?
Só Deus para me contar.
E um dia eu pessoalmente perguntarei!
Se Ele quiser, e tem que querer!
Eita lasquera!
A imaginação fértil ultrapassa a via Láctea.
Viagem que faz bem para aliviar.
Mas como diz o autor, amigo e chegado na “marvada”:
“Todo mundo ama um dia, todo mundo chora, Um dia a gente chega e no outro vai embora. Cada um de nós compöe a sua historia, cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz”.
E dessa forma continuo vivendo! Simplesmente vivendo um dia após o outro.
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